Histórico

A Academia Ludovicense de Letras-ALL foi fundada no dia 10 de agosto de 2013, data de aniversário de Gonçalves Dias. Esse dia não foi escolhido por acaso. Convém relatar um pouco da história dessa criação.

Sabe-se que a Academia de Letras de São Luís, apesar de ter sido pensada por muitos intelectuais da cidade, só se concretizou no bojo de um Projeto proposto pela ocupante da Cadeira nº 1 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão-IHGM, Dilercy Aragão Adler, intitulado “Mil Poemas para Gonçalves Dias”.

Essa ideia da elaboração do Projeto veio do Chile, quando a autora no Maranhão/Brasil participou de um Projeto similar, o primeiro dessa modalidade, no Chile, “Mil Poemas para Pablo Neruda”. Assim, a inspiração nasceu do trabalho do Chileno Alfred Asís, que sugeriu, inclusive, que fosse elaborado um similar no Brasil, que homenageasse um poeta nacional.

O nome de Gonçalves Dias tomou “corpo definitivo” depois de algumas análises conjuntas da autora do Projeto com a Profa. Maria Cícera Nogueira, e a concepção se firmou.

No Maranhão/Brasil, a ideia proposta foi ampliada, e, além das poesias, intergrou o Projeto uma segunda Antologia intitulada “ Sobre Gonçalves Dias”, constituída de artigos e pesquisas sobre a vida de Gonçalves Dias. Ambas envolvendo autores de todas as partes do mundo, de todas as idades e todos os niveis de escolaridade, desde poetas imortais até crianças do ensino fundamental que já se aventurassem a embarcar no mundo das letras, da criação.
A concretização do Projeto previa muitas atividades culturais, além do lançamento das duas antologias. Foi pensado um grande movimento cultural, até porque, além de São Luís, foram convidadas mais duas cidades para se engajarem, pela importância que têm na história de vida de Gonçalves Dias: Caxias (onde o poeta nasceu, em 10 de agosto de 1823, no sítio Boa Vista, em terras de Jatobá, a 14 léguas da Vila de Caxias) e Guimarães (aonde veio a falecer, ou se encantar, como dizem os vimarenses, em 03 de novembro de 1864, no naufrágio do navio Ville de Boulogne, próximo à região do Baixio de Atins, na Baía de Cumã).

O Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão na sua Assembleia Geral Ordinária, de Setembro de 2011 aprovou a inclusão do Projeto em homenagem a Gonçalves Dias apresentada pela Confreira Dilercy Aragão Adler, dentro da Programação do Ciclo de Estudos/debates sobre a Formação do Maranhão e Fundação de São Luís, em comemoração dos 400 anos de “Fundação da Cidade do Maranhão
Tendo sido aprovado o Projeto, a proponente convidou o Confrade Leopoldo Gil Dulcio Vaz, ocupante da Cadeira nº 40 do IHGM, para assumir conjuntamente a implementação do referido Projeto. Outros nomes e várias comissões das três cidades foram acrescidos, de modo a viabilizar grande movimento cultural.

Foram envolvidos também parceiros institucionais para a promoção do evento: além do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão-IHGM, a Federação das Academias de Letras do Maranhão -FALMA e a Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão -SCLMA.

Uma participação também inspiradora para a criação da Academia foi a do intelectual Wilson Pires Ferro que já tinha elaborado dois artigos conclamando a necessidade de São Luís ter a sua Academia de Letras, e o segundo artigo intitulado “Faltam Academias” (O Estado do Maranhão, 24.01.2013) saiu na época da realização da programação do Projeto, a qual foi sendo construída ao longo do seu desenvolvimento. A partir daí Dilercy Adler levou também à Comissão de São Luís a proposta de criação da Academia de Letras da cidade no bojo, do Projeto de Gonçalves Dias e a sua criação dar-se-ia na culminância, no dia do aniversário de 190 anos de Gonçalves Dias. Assim, compreendeu a grande oportunidade de também homenagear o poeta, criando a Academia Ludovicense de Letras dentro do Projeto a ele dedicado. Ideia logo compartilhada com Ana Luiza Almeida Ferro (que enviou o artigo do pai para conhecimento).

Na ocasião, além da Academia de Letras de São Luis, foi criado em Guimarães, o Instituto Histórico e Geográfico de Guimarães – IHGG.

A Comissão para a criação da Academia ficou constituída como membros do IHGM: Dilercy Adler (Presidente), Leopoldo Gil Dulcio Vaz (Secretário), e outros membros: Ana Luiza Almeida Ferro, Álvaro Urubatan Melo, e Clores Holanda Silva (esta representando também o Palácio Cristo Rei/UFMA); com a eleição de Roque Macatrão para a presidência da FALMA, veio somar à Comissão constituída.

Assim, no dia 10 de agosto de 2013, durante a solenidade da culminância do “Projeto Gonçalves Dias”, às 10 horas da manhã, no Palácio Cristo Rei, a presidência da mesa foi passada a Roque Macatrão – Presidente da FALMA – que, junto com a Presidente da Comissão do IHGM, Dilercy Adler, declararam fundada a “Academia Ludovicense de Letras”, conclamando os presentes – convidados para o ato – a assinarem o livro de fundação. Fizeram parte da mesa, além dos citados, o Prof. da UFMA Wilson Pires Ferro, e os demais membros da Comissão: Ana Luiza Almeida Ferro, Clores Holanda Silva, e Leopoldo Gil Dulcio Vaz.

Vinte e cinco pessoas assinaram o Livro Ata da Fundação, juntamente com outras pessoas, como testemunhas, pertencentes a diversas Instituições, nacionais e de outros países, presentes ao ato.

No primeiro aniversário da ALL, Maria Firmina foi a grande homenageada e, neste segundo aniversário, o grande homenageado é Mário Martins Meireles que também foi indicado pela Confreira Ana Luiza Almeida Ferro como nome para patrono da Casa, o qual concorreu com Maria Firmina, sendo desta forma considerado um grande intelectual maranhense. Também, por ser neste ano comemorado o seu centenário. A solenidade será no dia 08 de agosto do ano em curso, no Palácio Cristo Rei, com rica programação à altura da Academia e do homenageado.

Ata de Fundação da Academia Ludovicense de Letras

Aos dez (10) dias do mês de agosto de dois mil e treze (2013), com o fito de fundarem uma Academia de Letras para a cidade de São Luís – Capital do Estado do Maranhão, reuniram-se no Palácio Cristo Rei, sito na Praça Gonçalves Dias, nesta cidade de São Luis – MA: Aldy Mello de Araújo; Álvaro Urubatan Melo; Ana Luiza Almeida Ferro; André Gonzalez Cruz; Antônio Augusto Ribeiro Brandão; Antonio José Noberto da Silva; Arquimedes Viegas Vale; Arthur Almada Lima Filho; Aymoré de Castro Alvim; Clores Holanda Silva; Dilercy Aragão Adler; João Batista Ericeira; João Francisco Batalha; José Claudio Pavão Santana; José Ribamar Fernandes; Leopoldo Gil Dulcio Vaz; Michel Herbert Alves Florêncio; Osmar Gomes dos Santos; Paulo Roberto Melo Sousa; Raimundo Gomes Meireles; Raimundo Nonato Serra Campos Filho; Raimundo Viana; Roque Pires Macatrão; Sanatiel de Jesus Pereira e Wilson Pires Ferro, que assinam o Livro de Presença. Os trabalhos foram iniciados às dez horas e vinte minutos, sob a direção do presidente da Federação das Academias de Letras do Maranhão, membro da Comissão Organizadora, Sr. Roque Pires Macatrão que, após compor a mesa com os demais membros: Dilercy Aragão Adler, Leopoldo Gil Dulcio Vaz, Álvaro Urubatan Mello e Clores Holanda Silva, informou o motivo que levou a Comissão a convidar para o presente ato fundacional os ilustres intelectuais, acima nominados, e que assinam a presente Ata. A seguir, confirmado na presidência da Assembleia de Fundação da Academia, foi designada a Senhora. Clores Holanda Silva como secretária ad hoc. Destacou-se a homenagem aos cento e noventa anos (190) de nascimento do poeta Antônio Gonçalves Dias, realizada neste Palácio Cristo Rei. Submetida a ideia à apreciação do Plenário, com a concordância geral, ficou decidido que seria denominada “Academia Ludovicense de Letras” – ALL. As acadêmicas Dilercy Aragão Adler e Ana Luiza Almeida Ferro apresentaram a sugestão de que a patronesse fosse Maria Firmina dos Reis, ludovicense, haja vista ser ela a primeira mulher autora de romance no Brasil. Não havendo manifestação contrária, se estabeleceu ser ‘Casa de Maria Firmina dos Reis. Para proceder à instalação e legalização da entidade, foi aclamado um grupo constituído dos senhores: Aldy Mello de Araujo, Álvaro Urubatam Melo, e Leopoldo Gil Dulcio Vaz. Nada mais havendo a tratar, o presidente declarou criada a ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS, sendo considerados fundadores aqueles que assinaram o Livro de Presença, acima nominados, seguido de suas assinaturas na presente Ata. Ao encerrar os trabalhos, foi determinado que eu, Clores Holanda Silva, Secretária ad hoc, lavrasse a presente ata, que, depois de lida e achada conforme, será assinada por mim, pelo presidente, e pelos demais membros da Comissão Organizadora. São Luís, 10 de agosto de 2013.

Clores Holanda Silva – Secretária Ad-Doc
Roque Pires Macatrão – Presidente
Pela Comissão Alvaro Urubatan Mello
Dilercy Aragão Adler
Leopoldo Gil Dulcio Vaz
Aldy Mello de Araujo